{"id":6190,"date":"2024-05-02T21:52:05","date_gmt":"2024-05-02T21:52:05","guid":{"rendered":"https:\/\/mvlaw.adv.br\/?p=6190"},"modified":"2024-05-10T12:41:05","modified_gmt":"2024-05-10T12:41:05","slug":"atencao-solucao-de-consulta-da-rfb-61-2024-com-efeito-vinculante-para-a-administracao-tributaria-proibe-exclusao-do-fecp-da-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins-e-exige-estrategia-dos-contribuintes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/atencao-solucao-de-consulta-da-rfb-61-2024-com-efeito-vinculante-para-a-administracao-tributaria-proibe-exclusao-do-fecp-da-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins-e-exige-estrategia-dos-contribuintes\/","title":{"rendered":"Aten\u00e7\u00e3o: Solu\u00e7\u00e3o de Consulta da RFB (61\/2024), com efeito vinculante para a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, pro\u00edbe exclus\u00e3o do FECP da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS e exige estrat\u00e9gia dos contribuintes"},"content":{"rendered":"<p><img class=\"size-medium wp-image-6192 aligncenter\" src=\"http:\/\/mvlaw.adv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/30-04_mv-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/mvlaw.adv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/30-04_mv-300x300.png 300w, http:\/\/mvlaw.adv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/30-04_mv-1024x1024.png 1024w, http:\/\/mvlaw.adv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/30-04_mv-150x150.png 150w, http:\/\/mvlaw.adv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/30-04_mv-768x768.png 768w, http:\/\/mvlaw.adv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/30-04_mv-12x12.png 12w, http:\/\/mvlaw.adv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/30-04_mv-256x256.png 256w, http:\/\/mvlaw.adv.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/30-04_mv.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou recentemente a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta COSIT n\u00ba 61\/2024 (SC COSIT 61\/2024), buscando promover mudan\u00e7as na base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS, sendo indiferente o regime de apura\u00e7\u00e3o (cumulativo ou n\u00e3o).<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (no que se incluem os agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o) ficou obrigada a exigir dos contribuintes que incluam o FECP na base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS.<\/p>\n<p>A referida SC COSIT 61\/2024 parte da premissa de que o adicional \u00e0 al\u00edquota do ICMS, FECP, n\u00e3o teria a natureza jur\u00eddica daquele (ICMS) \u00e0 ila\u00e7\u00e3o de que (o FECP)<em> \u201ctem efeito \u2018cascata\u2019, por ser cumulativo, al\u00e9m de possuir vincula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e n\u00e3o se sujeitar \u00e0 reparti\u00e7\u00e3o\u201d <\/em>com os munic\u00edpios. A SC COSIT 61\/2024, contudo, sequer sinaliza qual seria a suposta natureza jur\u00eddica do FECP.<\/p>\n<p>Este entendimento da RFB vai de encontro \u00e0 tese (Tema 69) fixada, com car\u00e1ter vinculante, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual \u201c<em>O ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia do PIS e da COFINS<\/em>\u201d. Por sua relev\u00e2ncia jur\u00eddica e impacto financeiro, ela ficou conhecida como \u201c<em>Tese do S\u00e9culo<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Mencione-se que, no caso concreto, o contribuinte consulente informa que obteve, por meio de decis\u00e3o judicial, o direito de reaver, por meio da compensa\u00e7\u00e3o administrativa, os valores recolhidos a t\u00edtulo de ICMS (destacado nas notas fiscais de sa\u00edda) indevidamente inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS.<\/p>\n<p>Tendo isso em vista, o contribuinte indagou se o c\u00e1lculo do ICMS indevidamente inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS tamb\u00e9m englobaria o adicional de 2% referente ao FECP.<\/p>\n<p>Em outras palavras, a mat\u00e9ria de fundo da referida consulta consistiu em analisar se o valor destacado a t\u00edtulo de FECP poderia ser considerado como ICMS, e, portanto, tamb\u00e9m ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS.<\/p>\n<p>A SC COSIT 61\/2024 traz forte inseguran\u00e7a jur\u00eddica aos contribuintes, pois muitos deles acabaram por compensar os cr\u00e9ditos advindos da tese do s\u00e9culo utilizando n\u00e3o s\u00f3 os valores de ICMS, mas tamb\u00e9m os valores referentes a esse adicional do ICMS.<\/p>\n<p>Isso porque, o entendimento firmado em diversos Tribunais Regionais Federais (TRFs) do Pa\u00eds \u00e9 no sentido de que o FECP (em sentido diametralmente oposto ao preconizado na SC COSIT 61\/2024) possui a mesma natureza jur\u00eddica do ICMS, devendo ser, tamb\u00e9m, exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS.<\/p>\n<p>Sendo assim, os contribuintes que realizaram a compensa\u00e7\u00e3o desses valores est\u00e3o em risco de glosa pela RFB, podendo sofrer cobran\u00e7as, autua\u00e7\u00f5es, e, at\u00e9 mesmo, responder por execu\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 \u201cs\u00f3\u201d. Referida SC COSIT 61\/2024 firmou dois marcos temporais no tocante \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS que tenha incidido sobre a opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos do PIS\/COFINS.<\/p>\n<p>Em seus termos: <strong>(i)<\/strong> at\u00e9 30 de abril de 2023, o contribuinte <u>pode n\u00e3o<\/u> excluir o ICMS incidente sobre as opera\u00e7\u00f5es de aquisi\u00e7\u00e3o; e <strong>(ii)<\/strong> a partir de 1\u00ba de maio de 2023, o contribuinte deve excluir o ICMS incidentes sobre as opera\u00e7\u00f5es de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como decorr\u00eancia do exposto acima, desde 01.05.2023, os contribuintes est\u00e3o compelidos a exclu\u00edrem o ICMS que tenha incidido sobre a opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos do PIS e da COFINS, o que viola a sistem\u00e1tica da n\u00e3o cumulatividade destas contribui\u00e7\u00f5es e ensejar\u00e1 a majora\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria. Esta quest\u00e3o j\u00e1 foi judicializada por diversos contribuintes.<\/p>\n<p>Por esses motivos, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia que os contribuintes avaliem, por meio de assist\u00eancia jur\u00eddica especializada, a estrat\u00e9gia que ir\u00e3o adotar, para assegurar o direito inerente \u00e0 apura\u00e7\u00e3o (i) dos cr\u00e9ditos de PIS\/COFINS referentes \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de aquisi\u00e7\u00e3o; e (ii) do PIS\/COFINS correlato \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de sa\u00edda.<\/p>\n<p>A MV Law \u00e9 especialista em consultivo e disputas tribut\u00e1rias e conta com um time de advogados pronto para atender empresas com essa demanda.<\/p>\n<p>Por: Michele Viegas e Val\u00e9ria Diniz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou recentemente a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta COSIT n\u00ba 61\/2024 (SC COSIT 61\/2024), buscando promover&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[30],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6190"}],"collection":[{"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6190"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6190\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6223,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6190\/revisions\/6223"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}