{"id":6178,"date":"2024-03-19T13:59:11","date_gmt":"2024-03-19T13:59:11","guid":{"rendered":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/?p=6178"},"modified":"2024-03-20T19:37:51","modified_gmt":"2024-03-20T19:37:51","slug":"forca-executiva-dos-contratos-celebrados-com-assinatura-eletronica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/forca-executiva-dos-contratos-celebrados-com-assinatura-eletronica\/","title":{"rendered":"For\u00e7a executiva dos contratos celebrados com assinatura eletr\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p>Foi-se o tempo em que eram necess\u00e1rias idas e vindas do contrato entre partes, reconhecimento de firma e p\u00e1ginas impressas dos contratos.<\/p>\n<p>A possibilidade de celebrar os contratos atrav\u00e9s da assinatura eletr\u00f4nica simplificou o processo de fechamento, trouxe maior agilidade e mobilidade para o tramite de assinatura dos contratos. Apesar disso, ainda pairam d\u00favidas acerca da validade e principalmente da for\u00e7a executiva dos contratos assinados de forma digital.<\/p>\n<p>Quando uma das partes descumpre o que foi acordado, surge a possibilidade de pleitear o seu cumprimento pela via judicial, atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o. O contrato assinado por duas testemunhas constitui assim, um t\u00edtulo executivo extrajudicial, o qual permite que seja ajuizada a a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o, de modo que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio discutir sobre o v\u00ednculo contratual, mas t\u00e3o somente a exig\u00eancia do cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em julho de 2023, a Lei n. 14.620 inseriu o par\u00e1grafo 4\u00ba do art. 784 do C\u00f3digo de Processo Civil que afetou a for\u00e7a executiva dos contratos, j\u00e1 que retirou a necessidade de duas testemunhas assinarem o contrato eletr\u00f4nico, sem, contudo, retirar a sua for\u00e7a executiva, desde que a integridade das assinaturas das partes possa ser atestada por provedor de assinatura.<\/p>\n<p>\u00a7 4\u00ba Nos t\u00edtulos executivos constitu\u00eddos ou atestados por meio eletr\u00f4nico, \u00e9 admitida qualquer modalidade de assinatura eletr\u00f4nica prevista em lei, dispensada a assinatura de testemunhas quando sua integridade for conferida por provedor de assinatura.<\/p>\n<p>Outro ponto que chama a aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 que s\u00e3o admitidas qualquer modalidade de assinatura eletr\u00f4nica prevista em lei, n\u00e3o sendo requisito de validade do contrato a utiliza\u00e7\u00e3o de um certificado digital ICP-Brasil, ou seja, apesar das assinaturas com certificado digital serem as mais indicadas e possu\u00edrem maior presun\u00e7\u00e3o de veracidade, outras modalidades de assinaturas eletr\u00f4nicas tamb\u00e9m s\u00e3o admitidas, desde que vinculem a identidade do signat\u00e1rio \u00e0 assinatura feita.<\/p>\n<p>Apesar da inova\u00e7\u00e3o e simplifica\u00e7\u00e3o que o novo dispositivo legal trouxe, alguns cuidados devem ser tomados. O uso de plataformas especializadas em assinaturas eletr\u00f4nicas que ofere\u00e7am recursos de integridade do documento e autenticidade das assinaturas, assim como a inser\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula contratual espec\u00edfica para garantir a concord\u00e2ncia e ci\u00eancia das partes s\u00e3o essenciais para garantir a validade do neg\u00f3cio jur\u00eddico celebrado entre as partes e evitar quaisquer alega\u00e7\u00f5es de v\u00edcios na celebra\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, faz toda diferen\u00e7a contar com uma assessoria especializada no tema.<\/p>\n<p>Por: Michele Viegas, Douglas Santos e Clarice Azevedo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi-se o tempo em que eram necess\u00e1rias idas e vindas do contrato entre partes, reconhecimento de firma e p\u00e1ginas impressas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[30],"tags":[200],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6178"}],"collection":[{"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6178"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6178\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6180,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6178\/revisions\/6180"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6178"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6178"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mvlaw.adv.br\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6178"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}